Como a segurança online afeta sua vida de várias formas ao mesmo tempo

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“Comigo isso nunca vai acontecer”, diz o sabichão que não usa antivírus e se gaba de jamais ter tido dor de cabeça por problemas de segurança em seu computador. Até o dia em que ele clica num aplicativo falso do Facebook e morde a língua. Aquela sensação de segurança cai por uma bobagem, mas acaba sendo mais vergonhosa do que danosa. Poderia ter sido bem pior. Em vez de um WhatsApp de mentirinha, poderia ter sido algo envolvendo criminosos de verdade sedentos por dinheiro fácil e com ferramentas baratas e poderosas à disposição nos confins da internet.

A discussão sobre a validade do uso de soluções de segurança é antiga e, no momento em que o sistema operacional passou a interferir nesse aspecto e outros mudaram o panorama dos apps (sistemas móveis em geral), os argumentos dos antivírus ganharam força. Por outro lado, especialistas em segurança, inclusive independentes, continuam a pregar a necessidade do emprego de soluções do tipo. E eles têm os números a seu lado. Segundo dados da LACNIC, em 2011 US$ 93 bilhões foram perdidos pelos bancos da América Latina em decorrência de ataques online, a maioria deles trojans e phishing scams. A Kaspersky, que no início da semana organizou a 2ª Cúpula Latino Americana de Analistas de Segurança em Quito, Equador, descobre por dia 125 mil novos malwares e bloqueia a ação de 350 mil exploits a cada 24 horas.

 

Instalei o antivírus, agora estou seguro?

São números assustadores, mas apesar do espanto, os antivírus modernos conseguem segurar essa onda de podridão digital sem muito esforço. E não é de hoje. Os criminosos, bastante adaptativos, apelam então para o elo mais fraco da cadeia, o usuário, com a velha e sempre eficiente engenharia social. Em entrevista a este Gizmodo, Dmitry Bestuzhev, chefe da equipe de análise e pesquisa global de malware na América Latina da Kaspersky, endossou a ideia de que tecnologia e educação precisam andar juntas para surtir efeito:

 

“A única proteção contra a engenharia social é o conhecimento. Porque o usuário vai clicar; se for algo realmente interessante ao usuário, ele vai clicar. Então apenas estando atento, ciente de como a engenharia social funciona, as pessoas podem se proteger. O ponto é que todos nós, jornalistas, não sei… professores, estudantes, bancários, todos precisam conhecer o inimigo, precisam saber como ele trabalha. É como na vida real; não nos importa saber como eles roubam, se usando armas ou o quê, mas precisamos conhecer as áreas de perigo, como horários ruins para sair, como ‘às 22h não é uma boa hora para ir ali’ – o mesmo vale para a internet. Isso vale para todos nós, não importa com o que você trabalhe, ou o que você faz, o que importa é a segurança. Você precisa de conhecimento para se proteger.”

 

O dever de educar é de todos, inclusive das ferramentas de proteção do usuário — a “tecnologia” da dupla. O novo modo Safe Money do Kaspersky Internet Security 2013 nada mais é do que um indicativo visual e simples, ao usuário, de que ele está no site verdadeiro do seu banco. Há todo um trabalho de validação da autenticidade do domínio nos bastidores, mas para o tiozinho que quer fazer uma transferência usando o computador, o que importa é que a janela ficou verde, ou seja, que ela é segura.


 FONTE: (

Atualizado: 23/08/2012 | Por Rodrigo Ghedin-- http://www.gizmodo.com.br)