Segurança corporativa não é prioridade para funcionários, diz pesquisa

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Estudo diz ainda que os colaboradores remotos arriscam mais do que os colegas que trabalham dentro da empresa.

A maioria dos funcionários tem uma postura imprudente ou ambivalente quando se trata da segurança geral de TI da empresa onde trabalham. Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida pela empresa de segurança Trend Micro, realizada com colaboradores de pequenas, médias e grandes companhias.
O estudo envolveu 1600 usuários em quatro países: EUA, Inglaterra, Alemanha e Japão e revelou que práticas e atitudes de risco são rotineiras. Em relação às informações corporativas confidenciais, por exemplo, quase 50% dos entrevistados admitiram ter divulgado dados internos por meio de uma conta de e-mail insegura.
Já 60% dos funcionários remotos admitiram ter enviado informações confidenciais da empresa por mensagens instantâneas, webmail ou aplicações de mídia social, contra 44% dos funcionários que atuam internamente. No Japão, esse número salta para 78% entre os funcionários remotos.
Nos EUA, os usuários finais com laptops são muito mais propensos a realizar atividades não relacionadas com trabalho quando estão na rede da empresa do que os usuários com desktop: 74% disseram que verificam e-mail pessoal (contra 58% dos usuários de desktops) e 58% disseram que navegam em sites não relacionados ao trabalho (contra 45% dos usuários de desktop). 

 
Empresa não é prioridade
Quando perguntados a respeito das preocupações e medos que as ameaças web podem gerar, os usuários finais colocam razões pessoais à frente da segurança corporativa. A violação da privacidade, o roubo de identidade ou a perda de informações privadas são as principais preocupações envolvendo as ameaças como phishing, spyware, cavalo-de-Troia (trojans), roubo de dados e spam. Por exemplo, 36% dos usuários finais nos EUA disseram que a perda de informação pessoal é a principal preocupação em relação a vírus, e somente 29% expressaram preocupações com a perda de dados corporativos devido a vírus.
Mesmo com a segurança e as políticas corporativas em vigor, aproximadamente 10% dos usuários de cada país onde aconteceu a pesquisa admitiram contornar a segurança de suas empresas para acessar sites restritos. A Alemanha está no topo da lista com 12% dos pesquisados admitindo ter enganado a segurança corporativa, seguida pelo Reino Unido com 11% e Japão e EUA empatados com 8%.
Para David Perry, diretor mundial de treinamento e educação da Trend Micro, esses resultados podem ser perturbadores para os administradores de TI e donos de empresas, mas não para quem trabalha no setor de segurança. “A coisa mais importante é que ainda existe potencial de reparação por meio das tecnologias corretas de segurança, desde que elas sejam  planejadas para as necessidades de sua empresa”, afirmou ele.  “Além disso, o treinamento complementar e consistente dos funcionários que induza uma conscientização é essencial".

 

Por Redação do IDG Now!
Publicada em 27 de setembro de 2010 às 15h33
Atualizada em 27 de setembro de 2010 às 15h34